Métodos Contraceptivos: quais são?

A pílula anticoncepcional é o método contraceptivo mais utilizado no mundo. No Brasil, metade das mulheres – cerca de 61,6%, segundo o IBGE – são adeptas e a tomam regularmente para evitar uma gravidez. No entanto, em decorrência de alguma complicação, existem outros métodos tão eficazes quanto a pílula que a mulher pode adotar caso isso aconteça.

É importante frisar que antes de aderir a qualquer outro método, é necessário consultar um médico para que seja feito uma entrevista e exame detalhado, que vai indicar qual o melhor procedimento para você e que vá atender suas necessidades.

Se você não conhece outros métodos, além da pílula, veja abaixo 7 tipos de contraceptivos que estão disponíveis no mercado:

1 – Pílula anticoncepcional

Pílula anticoncepcional

A pílula é o método anticoncepcional mais usado no mundo. Composta por uma combinação de hormônios, geralmente estrogênio e progesterona sintéticos (ou somente o último citado), estes que inibem a ovulação.  Além disso, modifica o muco cervical, tornando-o desfavorável aos espermatozoides.

Por ser um método de via oral, a pílula anticoncepcional é a única a passar pelo estômago e pelo fígado antes de cair na corrente sanguínea – os hormônios sempre passam pelo fígado, mas neste caso isso ocorre duas vezes. Sem contar que, por ter hormônios sintéticos processados e manipulados em laboratório, pode causar efeitos colaterais. Logo, é muito importante procurar orientação de um ginecologista antes de tomar.

2 – Camisinha

Camisinha

Mais do que um método contraceptivo, a camisinha previne a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como AIDS e HPV. Está entre um dos métodos mais eficazes, com uma taxa de 90-95% de eficiência na prevenção de doenças e gravidez.

O índice de falha é de duas gestações em 100 mulheres por ano. Mas pode pular para 16, caso não seja usada adequadamente. Por essa razão é imprescindível o uso correto de ambas para sua eficácia. Deve-se colocar antes que ocorra a penetração e não reutilizar depois do orgasmo. Existem dois tipos de camisinha: masculina e feminina.

3 – Anel vaginal

Anel vaginal

Pequeno e flexível, o anel vaginal é feito de etilenovinilacetato (um tipo de silicone) e combina dos tipos de hormônios, que são liberados aos poucos. Deve ser inserido na vagina no 5º dia da menstruação, e o uso indicado durante 3 semanas (21 dias), tendo uma pausa de 7 dias antes de inserir um novo anel.

Sua eficácia é de 0,4 a 1,2% em cada 100 mulheres por ano, sendo a taxa de prevenção de 99%, o que o torna tão eficiente quanto a pílula anticoncepcional. O anel não interfere na prática sexual e não causa incomodo na mulher ou ser parceiro durante a relação.

Embora a dose de hormônios sejam menor do que nas pílulas anticoncepcionais, pode causar alguns efeitos colaterais como: sangramento de escape, vaginite, cefaleia, leucorreia, ganho de peso e expulsão do anel.

Além disso, não é indicado para mulheres com câncer de mama, risco de trombose, doenças do fígado, fumantes, hipertensão, suspeita de gravidez, diabetes, cefaleia com alterações neurológicas ou alergia a um dos componentes. No período de amamentação, não deve ser utilizado e sim substituído por outro método.

4 – DIU e SIU

DIU e SIU

O DIU (Dispositivo intrauterino) e o SIU (Sistema intrauterino – também conhecido como DIU medicado ou DIU hormonal) são dispositivos inseridos por médicos no útero, que pode proteger a mulher durante 5 ou 10 anos, dependendo do produto. São métodos muito eficazes e a principal vantagem de ambos, além da duração, é a comodidade posológica.

Embora muitas mulheres acreditem que os dois métodos sejam parecidos, existe sim diferença: o DIU é feito de cobre, um metal, e não possui qualquer tipo de hormônio. Já o SIU libera um hormônio dentro do útero. Apesar de diferentes, ambos os métodos impedem a penetração e passagem dos espermatozoides.

Tanto o DIU quanto o SIU só podem ser indicados e inseridos por um médico. Além disto, a escolha do melhor método para cada tipo de mulher deve ser feita sob orientação de um profissional, depois de discutir e avaliar as necessidades e preferencias.

5 – Adesivo anticoncepcional

Adesivo anticoncepcional

O adesivo (também chamado de ‘patch’) é composto por dois tipos de hormônios, o progestogênio e o estrogênios, que são liberados na circulação durante o período em que estiver em contato com a pele. Devem ser colados um adesivo a cada semana, ao longo de 21 dias, e depois fazer uma pausa de 7 dias.

É indicado que permaneçam na mesma posição, caso haja deslocamento – total ou parcial – por menos de 24hs, a mulher precisa recolocar (se ainda tiver aderência) ou colar um novo adesivo. Se o adesivo estiver deslocado por mais de um dia, é essencial colar um novo e reiniciar o ciclo. Também é aconselhável usar camisinha por sete dias.

O adesivo pode ser colado em várias partes do corpo, entre elas: braço, abaixo da barriga, nas costas ou nas nádegas. E a cada troca, aplicar em um local diferente.

6 – Injeção anticoncepcional

Injeção anticoncepcional

A injeção é um tipo mensal de contraceptivo, que leva estrogênio e progestâgenio. Há também o tipo trimestral, que só possui progesterona sintética. Tanto a injeção mensal quanto a trimestral são intramusculares e podem ser aplicadas nas nádegas ou braço.

Assim como a pílula, a injeção tem o mesmo mecanismo: suspende a ovulação, reduz a espessura endometrial e espessa o muco cervical. A diferença é que o fluxo pode diminuir por conta da maior quantidade de hormônio.

Em relação a trimestral, há também a questão da capacidade de engravidar. O retorno da fertilidade ocorre lentamente, se comparado a outros métodos, pois demora cerca de nove meses após a última injeção trimestral.

7 – Implante anticoncepcional

Implante anticoncepcional

Do tamanho de um fósforo (4cm de comprimento por 2mm de diâmetro), o implante anticoncepcional é uma espécie de bastonete colocado debaixo da pele com auxílio de um aplicador descartável. Assim como o adesivo e a injeção, vai liberando pequenas doses de progestagênio no organismo, impedindo a ovulação e alterando a secreção do colo do útero para dificultar a entrada de espermatozoides.

Sua duração é de três meses, mas há implantes que duram de seis meses até um ano. É imprescindível consultar um profissional antes de optar por esse método, caso seja indicado, o próprio médico fará a aplicação. A qual deve ocorrer até o 5º dia do clico menstrual.

Não é recomendado para mulheres com trombose, câncer, icterícia ou sangramento vaginal desconhecido.

8 – Diafragma

Diafragma

O diafragma é uma espécie de anel flexível envolvido por uma fina membrana de borracha, que deve ser introduzido na vagina antes da relação sexual, cerca de 15 a 30 minutos antes e retirado após 12hs do fim do sexo.

Por ser um tipo de “tampão” do colo do útero que impede a entrada dos espermatozoides e ser um método que não possui hormônios, não apresenta efeitos colaterais e ainda reduz o risco de câncer do colo do útero. O seu uso é recomendado em conjunto com espermicida, para melhor eficácia.

A mulher deve buscar orientação médica para saber qual o tamanho se adapta a sua vagina. O diafragma não é descartável e pode ser reutilizado por até três anos. Se houver ganho de peso ou ocorra uma gravidez, o diafragma deve ser trocado.

20 de março de 2018

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